Fanáticos por proteína: inútil, caro e perigoso
Desde que tenha a palavra “proteína”, um produto alimentar vende mais. O bombardeio para consumir mais proteína começou há uns quinze anos nos Estados Unidos. E não tem relação alguma com melhoria na saúde. Os analistas de mercado observaram que qualquer coisa que se acrescentasse a palavra “proteína” vendia mais, melhor e um pouco mais caro. Apenas marketing. 0,8 gramas por quilo de peso. Há alguns anos a Organização Mundial da Saúde estabeleceu que a ingestão diária de proteína recomendada para um adulto é de 0,8 gramas por quilo de peso. Os marqueteiros perceberam que as populações estavam inquietas com dois fatores: a crença de que ingeriam pouca proteína e os receios de alergias e intolerâncias alimentares. Da mistura dessas inquietudes tiraram da manga, como mágicos, produtos Frankenstein. O campeão é o leite sem lactose, desnatado e com dose extra de proteínas. A ideia dos marqueteiros era trocar os tão criticados açúcares por proteínas. O culto à proteína apareceu nas academias..
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