Café, espetinho e até “copão”, ambulantes aproveitam para faturar na campanha

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A movimentação política em torno do comitê central que reúne os partidos da aliança liderada pelo governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, também abre espaço para quem busca uma renda extra. Neste domingo, quatro barracas de ambulantes foram montadas no canteiro central em frente à estrutura instalada na Rua Flamboyant, no bairro Cidade Jardim, em Campo Grande. O local funciona como ponto de passagem para cabos eleitorais, apoiadores, integrantes das campanhas e candidatos dos partidos que fazem parte do arco de alianças, formado por PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, MDB, Republicanos, Avante e PSD. Para os vendedores, a concentração de pessoas representa uma oportunidade de aumentar as vendas. A oferta vai do tradicional café a salgados, pastéis, cachorro-quente, espetinhos, água e refrigerantes. Também há bebidas alcoólicas, como cerveja, cachaça e os chamados “copões” de vodka com energético. Os ambulantes aceitam Pix, dinheiro e cartões de crédito e débito. A única modalidade de pagamento que não entra na lista é o fiado. Entre os vendedores está Custódia Malaquias, de 62 anos, que trabalha com venda de comida e também faz festas. Para o movimento deste domingo, ela levou espetinhos, água, refrigerantes e café. O café, vendido a R$ 2, já começou a ter saída durante a madrugada. Segundo Custódia, cerca de 30 cafezinhos haviam sido vendidos até o momento da entrevista. “Graças a Deus, está saindo bastante café”, contou. A expectativa dela, porém, não se limita às bebidas. Custódia levou 200 espetinhos para vender ao longo do dia e espera voltar para casa com todo o estoque vendido. “Espero vender tudo. Quero vender tudo e ir embora”, afirmou. Apesar da intenção de encerrar as vendas depois de esgotar os produtos, ela não pretendia deixar o local imediatamente. “Não, vou ficar na festa, ué. Vou ficar na festa”, disse. A comerciante Yara Farias, de 47 anos, também aproveitou a movimentação para montar sua barraca. Ela trabalha com a venda de salgados e mantém, junto com a mãe, uma barraca em uma feira no bairro Itatiaia. Segundo Yara, a família atua no local há cerca de 40 anos. Para este domingo, a expectativa também é vender aproximadamente 200 salgados. Entre os produtos levados estão coxinha, creme, pastel, pão e refrigerante, além de bebidas. “O pessoal está chegando. Mas eu acredito que vai ficar bom, sim”, avaliou Yara sobre o movimento. A comerciante diz que a intenção é vender o que foi preparado para o dia. “É tipo uns 200 salgados. É a nossa expectativa”, explicou. A presença dos ambulantes mostra um aspecto paralelo da movimentação provocada pelas campanhas eleitorais: além da estrutura formada por candidatos, cabos eleitorais e apoiadores, a concentração de pessoas também cria demanda para trabalhadores que aproveitam os eventos para comercializar alimentos e bebidas. No comitê central, a movimentação reúne integrantes de diferentes legendas que compõem a aliança. Enquanto o espaço serve de base para as atividades políticas, do lado de fora, no canteiro central, os ambulantes transformam a circulação de pessoas em oportunidade de faturamento. Para quem trabalha com alimentação, como Custódia e Yara, o resultado depende diretamente do movimento. Por isso, a expectativa das duas para o domingo é semelhante: vender o máximo possível e aproveitar a concentração de pessoas para reforçar a renda.

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