Um caçador autorizado de 30 anos procura uma bolsa com um revólver Taurus calibre .357, munições e equipamentos de caça, perdida na manhã de sexta-feira (25) na BR-163, entre a região do posto São Pedro e Bandeirantes. Ele afirma que a arma é registrada e que possui os documentos exigidos para o manejo de javalis. Seu maior receio é que alguém tenha encontrado o revólver e venha a usá-lo para cometer um crime. O homem, que pediu para não ser identificado, contou ao Campo Grande News que voltava com outros manejadores de uma caçada quando a bolsa caiu da carroceria da caminhonete. O grupo percebeu a falta ao chegar a Bandeirantes e retornou para procurar os equipamentos, sem encontrá-los. Segundo ele, a perda ocorreu por volta das 5h15, em um trecho próximo aos quilômetros 550 a 570 da rodovia. “Não é só a questão do bem material perdido, do prejuízo financeiro, mas sim de uma arma de fogo”, disse. Ele suspeita que alguém tenha recolhido a bolsa, mas não sabe o que aconteceu com ela. “Eu preferiria ter perdido R$ 10 mil em dinheiro do que ter perdido a bolsa com uma arma.” A bolsa da marca Invictus tem cerca de 40 litros. Além do revólver, havia nela munições, colete tático, facas, rádios e outros acessórios. O caçador estima o prejuízo material em aproximadamente R$ 10 mil. A mensagem divulgada no grupo informa que eram 40 munições; na entrevista, ele mencionou aproximadamente 50. O entrevistado afirma que registrou boletim de ocorrência em Bandeirantes e procurou a PRF (Polícia Rodoviária Federal) para saber se a bolsa havia sido entregue, sem obter notícia dos objetos. Também disse que pretende pedir à Justiça acesso a imagens de monitoramento da concessionária que possam ajudar a esclarecer o ocorrido. A reportagem solicitou posicionamento à Motiva Pantanal sobre possíveis imagens do trecho, mas eles informaram que "não há nota sobre ocorrências policiais e objeto perdido na rodovia é com a Ouvidoria". Manejo de javalis – O caçador explica que o grupo faz o manejo autorizado de javalis, espécie exótica, e afirma possuir a documentação exigida para a atividade. Segundo ele, isso inclui autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), documentos do Exército Brasileiro e da PF (Polícia Federal), registro das armas, guias de trânsito e permissão do proprietário da fazenda onde ocorreu a caçada. A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência feito na Polícia Civil de Bandeirantes, onde constam os registros oficiais do armamento.

