Bolsonarismo: barba, bigode, cabelo e outros pelos

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Faltam poucos dias. Quem observou de perto a evolução dos últimos oito anos percebe uma sociedade exausta, apática, resignada. O entusiasmo que eletrizava multidões se evaporou. A incipiente divisão social que dominava este povo conciliador se transformou em polarização em toda regra. Em dois Brasis. O pêndulo do poder oscila. Petismo uma hora, anti-petismo na outra. Mas a vida não melhora substancialmente. Mandam os de sempre e a corrupção sempre domina o noticiário. Não importa quem seja o dono do poder. Muitos brasileiros votarão contra um candidato, não a favor de outro. Também não votarão a favor de um modelo ou de outro. Os candidatos não oferecem a alternativa de um novo país. É o mesmo de sempre…. Barba, cabelo e todos os pelos. As pesquisas mostram a mesmice de sempre. Empate. Lula e Flávio ou Flávio e Lula. Mas há algo mais importante que todas as pesquisas juntas. Existe, é real, porém etéreo, o clima eleitoral. E esse clima, essa sensação que mostra a pujança bolsonarista. O cheiro de uma vitória contundente. O bolsonarismo tem chances reais de fazer barba (Executivo), bigode (Legislativo) e cabelo (Judiciário). E ainda levar outros pelos. As eleições para governador e deputados estaduais tem clima similar. Há chance do bolsonarismo eleger quase todos os governadores. Ou absolutamente todos! Aqui na Terrinha os fantasmas se divertem. Esta é a mais enfadonha eleição que presenciei ao longo de meus 72 anos de idade . Eduardo Riedel joga parado. Não se move. Não gasta energia. Não tem adversário com um pequeno poder de fogo. São todos fantasmas. Passeiam pela telas como se existissem, mas não aparecem nas ruas. Espectrais. E não assustam nem criancinhas. Pelo contrário, agem como crianças de uma creche mal administrada. Um deles, é um nerd glutão. Mais ocupado em comer e beber. Outro, é o menino que morde e arranha o professor. Prometeram a ele um sorvete e não entregaram. Só pensa em vingança. O terceiro, saiu de um western spaghetti. Ninguém o entende. Não fala com sua turma e nem com as demais. Os restantes, são aqueles meninos que jogam pedra no professor e se escondem. Só há um efêmero debate: Riedel vencerá no primeiro ou no segundo turno?

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