Arqueogenética: um olhar para o passado para garantir o futuro
Extrair DNA de remanescentes fósseis é uma daquelas ideias obviamente revolucionárias que tiveram de aguardar décadas para se tornar realidade. O efeito da passagem do tempo nas moléculas de DNA é brutal, reduzindo-as a pequenos fragmentos de fita simples, muitas vezes com poucas dúzias de pares de base, que ficam imersas num oceano de DNA contaminante. Svante Pääbo, um geneticista sueco que na infância sonhava em ser egiptólogo, recebeu este mês o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina, justamente por ter desenvolvido técnicas que permitiram sequenciar aquilo que se convencionou chamar de “DNA antigo”, ou aDNA. Foi o nascimento de uma nova área do conhecimento, a Arqueogenética, e com ela uma nova era para os estudos sobre o passado humano. O Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI-EVA), fundado e dirigido por Svante Pääbo, entrou para a história da ciência em 2010. Primeiro, publicaram o rascunho do genoma neandertal, confirmando os eventos de mistura com os grupos humano..
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