Rezadeiras e benzedeiras na Campo Grande de cem anos atrás
Apesar da hierarquia católica ter se oposto rigorosamente, há séculos, a todas as religiões não cristãs, rebaixando-as à condição de idolatria, superstição e feitiçaria, na prática, muitas vezes, era outra a realidade. Eram frequentes as denúncias contra homens e mulheres que recorriam a feiticeiros e feiticeiras em especial quando os remédios de boticas não surtiam efeito. Excomungados? Deveriam ser excomungados aqueles que utilizassem patuás e bolsas de mandinga, assim como os que usassem cartas para afeiçoar e alienar homens e mulheres ou fizessem adivinhações de casos futuros, interpretar sonhos e prognosticar o futuro com base em cantos de aves ou vozes de animais. Também estavam proibidos que se benza gente, gado ou quaisquer animais, nem use de salmos e palavras para curar feridas ou levantar espinhela (segundo a tradição popular a espinhela seria um pequeno osso no peito que causava cansaço e dores fortes quando “caído”). Malgrado a preocupação da igreja, Campo Grande tinha mui..
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