El Niño: o fenômeno natural que revela desigualdades no território
O El Niño, fenômeno de natureza oceânico-atmosférica que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, é capaz de produzir uma série de repercussões ao longo do Globo. No Brasil, seus efeitos não se distribuem de maneira homogênea pelo mapa. Enquanto o Sul do país frequentemente enfrenta volumes pluviométricos severos, responsáveis por cheias de rios, inundações urbanas e perdas significativas de solo agrícola, o Norte e o Nordeste vivenciam o oposto: secas prolongadas que reduzem o nível dos rios amazônicos, isolando comunidades ribeirinhas ao comprometer o transporte, e aprofundam a vulnerabilidade hídrica no semiárido. No Centro-Oeste e no Sudeste, as oscilações de temperatura e a irregularidade das chuvas impactam desde o ciclo das safras até os reservatórios de geração de energia e abastecimento de água. Contudo, o impacto do El Niño no território não pode ser determinado apenas pela quantidade de milímetros de chuva ou pelos graus a mais nos termômetros..
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