Se nós tirarmos todos os filtros da vida, o que sobra?
Dia desses estava pensando no quanto o uso do filtro se normalizou. A nossa necessidade de estar bem (?!), pelo menos da tela para fora, se tornou quase permanente. Estamos nos descaracterizando em nome de algo que nunca alcançaremos: a perfeição – baseada no padrão de beleza que impera hoje. Pode parecer algo inocente, mas grande parte dos filtros mexem com o rosto, deixam bochechas rosadas, narizes afinados, bocas aumentadas, peles lisas e aveludadas feito pêssego. É surreal. O conforto é tamanho que conseguimos ludibriar até a vida real tomando caminhos abreviados para filtrar a realidade. Eu sei, tem dias que acionar o 'modo filtro' é preciso. Vestir a capa da mãe dedicada, esconder os fantasmas da madrugada, brincar com as crianças como se não houvesse mais nada. Tem dia que precisamos acionar o filtro que esconde as olheiras, os grisalhos, a coluna prostrada. Tem dia que precisamos acionar o filtro para conseguir sobreviver pelas próximas 24 horas sem querer sumir, sem ..
Continuar lendo
