A uma semana das eleições, metade dos leitores que participaram da enquete do Campo Grande News afirma já ter decidido todos os votos para o próximo domingo, 4 de outubro. Entre os que ainda estão em dúvida, a maior dificuldade está justamente nas primeiras escolhas que aparecerão na urna eletrônica: os candidatos a deputado estadual e federal. Na enquete, 50% responderam que já decidiram todos os votos. Outros 16% apontaram o cargo de deputado estadual como o mais difícil de escolher, enquanto 12% ainda têm mais dificuldade para definir o voto para deputado federal. Senador foi citado por 11%, presidente por 7% e governador por 3%. Os comentários dos leitores reforçam a dificuldade para escolher os representantes do Legislativo. Saulo Dias afirmou que ainda falta decidir os votos para deputado estadual e federal. Naiara Machado está na mesma situação: “Deputado estadual e deputado federal que não decidi ainda”. Há também quem chegue à última semana com uma lista bem maior de dúvidas. Simone Burgo respondeu “praticamente todos” e disse que já vai providenciar uma “colinha” para levar à votação. Drika Martins também respondeu que ainda tem dificuldade em todos os cargos. Myh Fernandes escreveu que a dúvida envolve todos os votos e acrescentou que é preciso escolher “o menos ruim”. Em sentido oposto, Valdenice Valtuir Abreu e Nice Matheus disseram não ter dúvida sobre nenhum cargo. Nice afirmou que já sabia em quem votaria antes mesmo do pleito. Luciano Gonsalle também questionou a existência de indecisos nesta altura da campanha. “A pessoa já sabe em quem votar desde que começa a campanha. Ninguém fica indeciso até último dia”, comentou. No domingo (4), o eleitor terá de fazer seis escolhas, embora sejam cinco tipos de cargo. Isso ocorre porque, em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. A votação será realizada das 7h às 16h, pelo horário de Mato Grosso do Sul. A ordem na urna será: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República. Para deputado federal são quatro números; para estadual, cinco; para senador, três; e para governador e presidente, dois. Os dois votos para o Senado precisam ser dados a candidatos diferentes. É justamente por causa da quantidade de números que a Justiça Eleitoral recomenda a tradicional “colinha”. Ela pode ser levada em papel e consultada dentro da cabine de votação. O celular, por outro lado, não pode ser levado para a cabine. Deputados estaduais, deputados federais e senadores são representantes do Poder Legislativo. Os deputados estaduais atuam nas assembleias legislativas, enquanto os federais e senadores integram o Congresso Nacional, respectivamente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Há uma diferença importante na forma de escolha. Deputados federais e estaduais são eleitos pelo sistema proporcional. Isso significa que não basta simplesmente estar entre os candidatos individualmente mais votados. A distribuição das cadeiras leva em consideração a votação obtida pelos partidos e federações, e depois as vagas são ocupadas pelos candidatos conforme as regras do sistema proporcional. Para o Senado, a lógica é outra. Como 2 das 3 cadeiras de cada estado estão em disputa neste ano, serão eleitos os 2 candidatos mais votados, independentemente de alcançarem mais de 50% dos votos válidos. O mandato é de oito anos. Já governador e presidente pertencem ao Poder Executivo. O governador comanda o Executivo estadual, enquanto o presidente exerce a chefia do Executivo federal. Ambos são eleitos com seus respectivos vices. A possibilidade de segundo turno existe somente nas disputas para governador e presidente nestas eleições. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro. Não há segundo turno para deputado estadual, deputado federal ou senador.

