“Parecia cena de filme”: temporal derruba oficina e destrói carros de clientes

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O temporal que devastou Campo Grande na quinta-feira (10) derrubou a estrutura de uma oficina mecânica na Avenida Três Barras. O desabamento atingiu dois carros de clientes, um Renault Kwid e uma Fiat Strada, além de destruir ferramentas e equipamentos utilizados no trabalho. A oficina pertence a Alessandra Soares, 50 anos, e ao marido. Há três anos, o estabelecimento é a única fonte de renda da família. Sem seguro, eles agora enfrentam o desafio de reconstruir o espaço e arcar com um prejuízo que já ultrapassa R$ 180 mil. “Estou em choque. Minha casa também destelhou e, quando resolvemos lá, viemos para cá. Parecia cena de filme. Só vemos isso nos Estados Unidos e, quando acontece na nossa pele, é uma sensação horrível. É ver tudo o que você construiu destruído”, relatou Alessandra. Segundo ela, até o momento os escombros permanecem no local. A família afirma que acionou a Defesa Civil e a Prefeitura, mas recebeu a informação de que o serviço de retirada dos materiais não seria realizado pelo município. A situação preocupa porque parte da estrutura ainda apresenta risco de novos desabamentos. “Nossa oficina não tinha seguro. Fomos surpreendidos por esse vendaval. Estamos aguardando a Defesa Civil e a Prefeitura nos ajudar com esses escombros. Ainda estamos com risco iminente de cair mais alguma coisa e a chuva ainda não acabou”, afirmou. Além da oficina, a autopeças que funciona no mesmo local também foi atingida pela água. Ferramentas e equipamentos foram perdidos, enquanto os dois veículos dos clientes permanecem entre os prejuízos. O valor total ainda não foi calculado. “Perdemos ferramentas, carros de clientes e ainda não sabemos qual será o valor estimado. Nossa autopeças também encheu d’água, então o prejuízo já soma mais de R$ 180 mil. O prédio é alugado e estamos aguardando hoje para ver se a chuva para e possamos retirar alguma coisa daqui”, disse. Alessandra conta que a oficina havia encerrado o expediente mais cedo naquele dia. Normalmente, cerca de oito veículos permaneciam no local, o que poderia ter aumentado ainda mais a dimensão da tragédia. “Não caiu a ficha ainda. Não sei o que fazer. Foram quatro dias de choros e agora é levantar para ver o que dá para salvar”, desabafou. A estimativa da família é que sejam necessários cerca de três meses para recuperar a oficina. Enquanto isso, funcionários precisam ser pagos e a família está sem sua principal fonte de renda. “Queremos primeiro ajuda para retirar esses escombros. Amigos e clientes sugeriram de fazermos uma vaquinha online, porque temos funcionários para pagar. Essa é nossa única fonte de renda”, explicou. Mesmo diante da destruição, Alessandra afirma que está tentando dar suporte aos proprietários dos dois veículos atingidos pelo desabamento e busca alternativas para conseguir recomeçar. “Não caiu a ficha ainda. Ainda não sabemos como vai ser e nem como recomeçar". O Campo Grande News entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e com a Defesa Civil para obter esclarecimentos sobre o atendimento à ocorrência e aguarda retorno dos órgãos.

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